"A INTENÇÃO DESTE BLOG É MOSTRAR QUE NEM TUDO ESTÁ PERDIDO!E QUE A VIDA É COMO ELA DEVE SER"
"NÃO JULGAIS EM VÃO!"
A CARNE DA PRÓPRIA CARNE
(Frutos indesejados)
Afirmar convictamente que é irresponsabilidade familiar ou social ou paternal ou qualquer que seja essa afirmação com referencias ao abandono momentâneo dos filhos para cumprir com as suas obrigações, é nosso erro.
E isso só acontece na maioria dos casos em que os pais têm que trabalhar para sustentar a família. Julgamos erradamente e também palpitamos por coisas que os serviços sociais inaptos deveriam intervir de forma á auxiliar e não punir.
Sabemos que não tendo outros recursos a não ser deixarem os seus filhos pequenos aos cuidados de alguém ou deixá-los ao léu é apenas uma falha humana mais obrigatória ou necessária.
Quantos não são os casos onde um pai ou uma ou mãe, ou os dois mesmos, deixa á sós um filho menor de idade com a responsabilidade de ele cuidar de si mesmo e da casa. Quem sabe até deixa esse filho ainda menor de idade sob á custódia de pessoas sem um caráter moral ou caráter transparente para cuidar de uma pobre criança.
Muitos pais chegam ser taxados de irresponsáveis por deixar que os filhos ainda bem crianças fiquem sobre os cuidados de irmãos também menores de idade. Quando eu digo menores de idade a minha citação é para o caso em que crianças de oito a doze anos ficam cuidando da casa de seus pais e de seus irmãos também nessa faixa ou menor ainda.
E que agindo dessa forma podem fazer com que eles não só corram os riscos de acidentes de muita gravidade e onde até há casos em que crianças que vivem em barracos de madeiras ou de alvenarias incendiaram uma extensa área fazendo de favelas enormes fogueiras destruindo barracos e mais barracos, após deixar cair uma vela ou uma lamparina acessa.
Quantos não foram os casos em que o fogo consumiu outras dezenas de barracos e fazendo dezenas de vitimas fatais.
Nós todos temos os costumes de achar quem é o único culpado é o pai e a mãe e não as misérias em que eles vivem e que os obrigaram á isto! Nós sabemos fazer certos julgamentos ímprobos ou pensamos que sabemos julgar os erros de outrem. A verdade é que em muitas situações somos bem infelizes quando julgamos.
Se nos colocarmos no lugar de um favelado ou de quem é pobre e quase miserável ou se totalmente miserável pior ainda. Veremos que essas infelizes criaturas de Deus cometem os seus erros forçadamente, ou melhor, eles são obrigados á errar.
Pois o que dá educação á criança é o carinho, é o amor, é o calor humano. Um filho qualquer quer que seja ele, até filho ilegítimo sabe reconhecer e recompensar os afetos á eles aplicados. Raramente uma criança se torna um marginal desde que não seja acompanhado de perto pelo pai ou pela mãe, e que deles receba incentivo e amor!
Há motivos, e mais motivos para que alguém seja tratado como um marginal. O que não existe são pesquisas feitas por inteiro e da forma correta, para dar a razão aos julgo de qual seria o melhor modo ou maneira de se tratar com um marginal por excelência. Eu falo tanto socialmente bem como psiquicamente.
Muito se houve falar de qual seria a forma certa e qual os métodos que deveríamos usar para acabar com a marginalidade. Os odiosos chegam ao cumulo de dizer que o correto seria extingui-los da terra. Se assim o fosse, a terra estaria quase que inabitada.
Certo é que muitos são aniquilados com as penas de mortes e nem por isso estão acabando com os criminosos. Deveria existir uma formula que dissipasse a classe marginal, pois ninguém nasceu com uma palavra bandido escrito em sua testa, e não é possível que houvesse somente pessoas do bem.
Como é impossível existir o bem sem o mau o que nos resta á fazer é apenas ter que lamentar e lamentar!
Parte-se da própria igreja ou das autoridades que são incapazes e não conseguem sequer frear ou pôr algumas rédeas na marginalidade. O que poderemos fazer a não ser ter que esperar que alguém desça á terra e modifique toda á humanidade, se isso também for capaz de acontecer, existem gentes que acredita nesse milagre!
Não se precisa dizer que sociedade marginalizada é aquelas que estão á beira das leis e muitos como eu não fazem idéias como é que um ser humano entra na vida da marginalidade e do crime, por prazer não é!
Só é sabido que ninguém nasce como marginal. O marginal ou o criminoso ele se forma com o passar do tempo e na convivência com outras pessoas. Assim tem sido e vem sendo desde os primórdios da vida Humana. Quem nunca ouviu dizer da existência dos homens da caverna? Quem não ouviu falar no Homem de Neardenthal?
Pois bem, se os homens de Neardenthal existiram, o que eu não levo nenhuma fé, pois as historias nos contaram tantas mentiras e enganações. Os livros nos disseram uns fatos, e mais tarde outros livros desmentiram esses fatos dando-nos outras versões.
Alguns desses homens ou mulheres deveriam saquear e matar uns aos outros sem que houvesse tribunais para julgá-los. As nossas pré-histórias são tão cheias de fantasias, que os livros só historiam ou dizem fatos relativos aos homens e excluem a mulher.
Nessa era as pessoas pré-históricas já deveriam estar roubando e ou saqueando as coisas dos outros. Portanto, a marginalidade vem desde a criação do mundo.
Ela só se tornou mais patente e pegou fama com a chegada da hera mais avançada. Tudo o que aconteceu á centenas de anos é tido como acontecimentos da historia. Ficaram como fatos históricos. Mas assim como a prostituição á marginalidade são as mais conhecidas palavras ou adjetivos que conhecemos.
De lá para cá houve certo aperfeiçoamento quanto á forma de se cometer um crime. Não há nenhuma retração e nem mesmo mudou a nossa opinião de como se condenar um crime por ação ou por reação.
Se voltarmos ao passado e não precisamos ir muito longe, na época dos impérios romanos, uma prostituta, por exemplo, era uma mulher considerada da finesse. Ao se ouvir essa palavra o povo não usava do escracho, e tratavam-na como uma cidadã comum.
Somente com a chegada do cristianismo foi que prostitutas ou a prostituição passaram a serem os sinônimos de mulher ou homens vadios e indesejáveis pela sociedade. Lembrando também que não era só a mulher que vendia os seus corpos, os homens também se faziam anfitriões da carne ou do sexo.
Com o passar do tempo e no século vinte e um essas pessoas passaram a receberem outros tratamentos. E mesmo assim eles ainda não são bem vistos por nossa sociedade. Mais algo melhorou para quem não eram tidos como pessoas honestas ou humanamente de carne e osso, bem que precisava ter mais carne do que osso.
Os seus modos de viver deram-lhes um tom de gente da alta elite e passaram a ser taxado de profissionais do sexo, ou garota e garoto de programas.
Muitos deles ganham mais ou tem rendas mensais melhores do que um alto executivo de empresas multinacionais. Basta seguir e descobrir quais são os seus padrões de vida.
Criou-se uma refinada profissão. Os garotos ou garotas de programas passaram á ser profissionais caríssimos e ser a tratados como objetos de luxos. Aquilo que antes era refutado pela maior parte de nossa sociedade, agora pacificamente, mesmo que com um pé atrás e outro na frente, são normalmente aceitos por nós.
As épocas se modificaram tanto que, os codinomes e suas representação perante a sociedade tiveram outros sentidos, as que antes eram indesejáveis por alguns hoje são verdadeiras madames para quase todos os seus usuários ou clientelas como eles gostam de especificarem.
Passaram-se muitos anos, desde que éramos jovens e trabalhávamos. Nessas épocas, logo após recebermos os nossos sagrados pagamentos de salários e é bom que se diga que os nossos salários nunca atrasavam e ele era o suficiente para vivermos normalmente e sem a cobrança por deixarmos de quitar as nossas dividas, sabíamos como usá-los sem seus desperdício.
Nessas épocas assim que os recebíamos os salários, nós pegávamos os nossos dinheirinhos e os separávamos por partes.
Uma parte era para despesas de sempre. A partir daí deixávamos algumas sobras para gastarmos em nossas diversões. Dentre essas diversões estava ir até a “zona” ou a boca do lixo ou luxo dependendo da qualidade da casa que iríamos entrar para ser divertir ou descarregarmos as nossas energias como jovens carentes de amor, íamos às chamadas casas de meretrício, ou os inferninhos.
Quando nada sobrava, ao menos o dinheiro da condução nós tínhamos que ter para irmos à zona e ver como estavam as vitrines, ou seja, como é que estava a exposição do material para ser consumido por nós.
Aí era que você tinha que usar da criatividade e fingindo que estava interessado e saborear alguma daquelas carnes que estavam sendo expostas á venda você ia entrando em um ou outro local, para observar ou para dar algumas esfregadas nos corpos das mundanas e dizer, ___ Vou até ali e já volto!
Isso era o mínimo que um “durango” (pessoa dura ou sem dinheiro) podia fazer para de lá sair satisfeito por ter se divertido em apenas examinar os materiais que ali estavam expostos e ás nossas disposições.
Os codinomes dados para esses locais era o seguinte:
Se a pessoa fosse se divertir num local da zona onde tivessem boates ou cabarés mais refinados o nome dado á ele era boca do luxo. Se pelo contrário fossemos para locais tipos cortiços o seu nome era boca do lixo, mesmo assim todos eles eram tidos e tratados como zona do meretrício ou inferninhos.
A zona do meretrício passou a ter uma forma mais sofisticada e os seus padrões tomaram novos rumos. De hoje em dia existem anúncios onde se oferecem pessoas como acompanhantes, que em muitos casos quer dizer, pratos self-service.
Já em jornais os anúncios são de acompanhantes ou certos tipos de casas de massagem ou sexo em seus apartamentos ou casas e até em hotéis ou motéis de suas regiões.
Ainda á alternativa para se obter um sexo bem sofisticado, e isso você obtém através de um telefone celular ou através da Internet. Há nesse tipo de amor vários riscos e perigos.
Dentre esses riscos, está no escândalo causado á pessoas da alta sociedade que por serem casados e compromissados se descobertos casualmente ou que se delatados, eles poderão cair no ridículo de ser chantageados ou achacados por rufiões.
Existem também os riscos de se adquirir doenças venéreas ou até AIDS. O pior é que em muitos desses romances clandestinos ocorre um fato inesperado, o inesperado é uma gravidez não bem quista e indesejada aí quem sofrerá uma eterna condenação não é quem fez o filho, condenado será o filho desse colóquio amoroso.
Se os envolvidos tiverem posses às crianças poderão ter um futuro mais ou menos garantido e até um famoso sobrenome familiar irão obter. Caso isso seja o contrario essas crianças serão doadas á outras pessoas de maiores posses ou quem sabe elas crescerão marginalizadas por não ter para onde correr.
Tudo dependerá da área mundana em que eles nasceram.
Quando a carne é da própria carne, á mãe dá um tratamento da mesma forma que ela recebeu até ser descaminhada de casa para a prostituição, ás vezes por iniciativas próprias o filho tentar sair daquele local para uma vida melhor e leva consigo que lhe trouxe ao mundo!
Outros continuam vivendo e se envolvendo na vida fácil e assim vão para as bandidagens. Eu sei de muitos casos onde a mãe era prostituta, a filha era prostituta, o filho era homossexual, a neta era prostituta e daí por diante... Quer dizer, á escola da vida serviu de exemplos para aquela família desestruturada desde o seu alicerce inicial.
Eu conheci outro caso onde á mãe era prostituta e tinha um filho rufião dela e das próprias irmãs assim como de outras prostitutas, esse vivia numa vida regrada de boas e caríssimas roupas com carro do ultimo tipo e ajudava a pagar advogados para um marginal da pesada encadeado por crime de trafico de drogas.
Como eu conheci caso em que a mãe era prostituta e os filhos se tornaram medico e advogado tudo o que ela obteve e até á formação dos seus filhos foi as custas de sua vida de prostituta, e nada se comentava da sua antiga profissão.
Assim como eu conheci uma moça de uma renomada universidade de São Paulo que estudava direito no período diurno e á noite se prostituía como garota de programa, somente para pagar os seus estudos. Por ser uma moça do interior de São Paulo, da cidade de Americana, os seus familiares ingenuamente pensavam que ela trabalhava no comercio para pagar os seus estudos.
O que os seus pais não sabiam era que ele trabalhava no comercio da venda da carne humana, ou melhor, na venda do próprio corpo e gerando prazer para muitos drogados, assim como ela.
Também conheci certa jovem que não passava um dia sem usar droga, seus pais eram gentes de boa casta, a filha fazia mais caridade (sexual) do que qualquer um, casou com um rapaz de (que usava droga, é filho de um renomado cantor pau d’água (gosta de uma cachacinha de garrafão) essa moça de hoje em dia é uma renomada atriz de uma grande emissora de televisão.
Daí se vê que partindo dessa premissa muito se tem ajudado para que nasçam crianças desamparadas e abandonadas pela sorte. Quanto á forma marginal de se viver muitas delas foi naturalmente sendo criadas e inventadas por nós mesmos.
O único tratamento adjetivo ou social que não mudou referente à marginalidade foi para os bandidos genéricos, ou seja, assaltantes, assassinos, o criminoso em geral. O que se personalizou foi o tratamento prisional ou pessoal para algumas classes de criminosos.
Quem tem dinheiro não morre e nem sofre numa prisão. Os seus tratamentos são bem diferenciados tanto por parte da policia como por parte da própria “justiça”.
Agora o mais importante de tudo isso é que ninguém se importou em saber por que essas pessoas foram cair á margem de nossa sociedade. Tanto os juristas, assim como os psicólogos, ou os senhores psiquiatras criminais, ou melhor, as autoridades em geral e qualquer um de nós não fomos á fundo para tentar saber o porquê das distorções de personalidades ou do comportamental que acontece com o sêr humano.
Criminoso não se nasce. Criam-se ou se tornam. Melhor dizendo, se desde pequenino não formos agraciados com os carinhos e o acalento familiar, cresceremos guardando em nossa memória tudo de ruim que aprendemos em nossa infância. Quando por uma simples badernas ou por estarmos juntos á amigos delituosos sermos arrolados e detidos pelos homens da lei aí não teremos uma ficha policial limpa e estaremos á meio passo de ao cair na prisão tornarmo-nos criminosos preclusos.
Assim é... Eu faço o que aprendi é vi? Ou eu faço aquilo o que me ensinaram? Na verdade o correto é eu faço aquilo o que se é certo fazer nem mais e nem menos!
EM BRASILIA SÃO EXATAMENTE!
" ELIDIA! Á SUPREMA RAINHA DAS RAINHAS!"
"ANTES Á MÃE, DEPOIS AVÓ, MAIS TARDE BISAVÓ, LÁ ADIANTE TATARAVÓ, TODA UMA HIERARQUIA DE UMA LONGA HISTÓRIA"
"O DIAMANTE NEGRO"
(Deus ou Papai Noel é Negro? Verdades ou Mitos?)
O mundo sempre tentou copiar aquilo o que o governo dos Estados Unidos da America do norte inventa para sanar as suas crises financeiras e safar os americanos da fome e da miséria. Isso é até compreensível já que um país tem que fazer o que pode para dar aos seus povos umas melhores condições de sobrevivência.
O que não se dá para entender é alguém tentar ou copiar dos outros os que se é feito ou senão acompanhar as suas estratégias ou servir como capacho de um país de mais elevada condições financeiras.
Se não fossem as guerras, se não fossem as indústrias bélicas, se não fossem as indústrias dos cinemas, e não fossem as indústrias dos shows business os estados unidos da America seria qualquer um país da America latina melhorado, menos o Brasil que é maior e melhor do que os EUA.
O que faz a sobrevivência política da America do norte é o seu poder judiciário que é mais competente do que qualquer outro país assim como o seu parlamento, que pune qualquer um de seus membros sem dar-lhes nenhuma proteção partidária com se faz aqui no Brasil.
A America do norte ainda continua de pé por causa de seu parlamento e da sua forte democracia, e quando a America do norte não estiver em guerra contra alguém, sua nação estará na bancarrota e pedindo ajudas aos outros como faz a Etiópia e por poucos será atendido já que a America do norte nunca foi um país justo e sim interesseiro já que ele ajuda á quem lhe supre seus interesses financeiros, a guerra nunca acabará, pois, se isso acontecer a America do norte falirá!
Eu posso falar com exatidão que não há mais negros na miséria e abandonados nas ruas do que na America do Norte. Os Estados Unidos da America é o país mais racista do mundo. Na política ele tem muitas pessoas da cor negra, isso é uma minoria.
Quem anda pelas ruas das cidades americanas sabe e vê que em suas ruas existem muitos infelizes jogados pelas calçadas ou becos.
As igrejas em todo mundo para dizer que é contra o racismo ela aceita um Santo negro mais se revoltará se alguém levantar á hipótese que DEUS, que Adão, que Eva ou Que Jesus Cristo São Negros. Da mesma forma o comercio mundial inclusive os comércios dos países africanos dão á Papai Noel á cor da pele Clara, cabelos e barbas brancas e olhos azuis céu!
Quanto á papai Noel ser um negro, ou melhor, se esse mito fosse um negro a igreja jamais se importaria, pois, na igreja católica não existe a figura de papai Noel.
Tudo na vida tem um sentido. Assim é no emprego. Assim é em casa. Assim é com á família. Assim é com os amigos. Assim é na rua.
Á única coisa que não faz nenhum sentido é quando se usa a mentira para enganar os incautos ou quem quer que seja. Pior se torna quando á mentira é ensinada na escola para ser usada como uma arma para enganar quem é mais inocente do que nunca, que é a criança!
Para quem não sabe ou para quem quer saber Papai Noel nunca existiu. Isso vem de uma lenda ainda não bem explicada pelos contadores de ladainhas. Quem sabe até á mando ou á serviço de indústrias e de comerciantes de brinquedos.
O mais gozado é que a igreja católica fala sobre São Nicolau e para o comercio esse é o papai Noel e se fantasia que ele existe com residência fixa no pólo norte, vá dormir com umas mentiras dessas.
Pode ser idiotice minha, depois de muito ouvir e tentar enganar meus filhos com essa lorota que são contadas até hoje para as crianças no Natal. Dá-se para perceber que nem todos reconhecem a existência dele. Eu estou falando de papai Noel, á lenda mais mentirosa, á lenda campeã das campeãs no sentido figurativo de uma escachada mentira.
A idéia mais lucrativa e infeliz que uma pessoa bem idiota ou mais usurada pode contar aos infantis são mentiras natalinas. Uma data a qual se festeja o nascimento de Jesus Cristo, e não é porque lhe presentearam que se deve criar na cabeça de inocentes que nos natais existe a obrigatoriedade de se conceder um presente.
Mais cretino foi quem inventou essa historia de que papai Noel existe, pois ele só existira desde que você dê algum presente.
As coisas estão se aprofundando tanto que muitos marqueteiros descobriram que se travestir de papai Noel é um meio muito lucrativo de se ganhar dinheiro na boa fé dos outros e nesse caso as infelizes criaturas recém-criadas para o nosso mundo mais que cruel e nos exigem que os levemos para conhecer o seu papai Noel.
E o pior disso tudo é quando alguém resolve fundar uma escola para a formação de mentirosos. Ou seja, fundar escolas para formar novos papai Noel, como que ser papai Noel é fundamental para o desenvolvimento dos pequeninos.
Puxa vida! Existem escolas para tudo uma pior do que a outra, agora formar pessoas que consigam mentir ou enganar as crianças, é o fim do mundo! Contar lendas da existência desses velhos de barbas branca, vestidos de roupas vermelhas e botas negras é muito grave, pois na época em que estamos onde muitas famílias nada têm para comer quanto mais comprar um presente no Natal e dar para suas crianças!
Isso faz com que em épocas natalinas crianças cheguem a ficar doentes para ver um papai Noel de perto, e que de tudo as crianças fazem e sonham ganharem presentes nos natais de cada ano que se passa.
Mentir aos nossos filhos sobre a lenda de que papai Noel não são os pais ou mães ou amigos ou parentes de quem é presenteado é vigarice das grossas.
Em minha infância meus pais assim como meus avos ou meus tios quando estávamos em épocas natalinas tinham por costumes me dizerem,
___Se você não se comportar bem, se você continuar malcriado não vai receber presentes do papai Noel.
Ou senão, me diziam,
___Se você não passar de ano não vai ganhar presentes do papai Noel.
Como você é uma criança que acredita em tudo o que os mais velhos falam como veracidade ou por respeito ou quem sabe até por levar muita fé na pessoa que tens como amiga você acredita nessas historias muito boba.
O que descobriremos mais tarde é que nessas épocas é que estão nos induzindo á pratica de uma odiosa mentira. E que por sinal esse é do tipo mais nojento de ludibriar alguém!
Eu faço aqui, algumas perguntas ao caro leitor!
Algum dia você viu em um comercial de televisão ou mesmo frente às lojas ou até nos shopping ou em filmes que não seja comedia ou sátira ao “BOM VELHINHO?” algum tipo de papai Noel da raça negra?
___Não viu?
___Está vendo? Isso é discriminação social e racial!
___Você sabia que existem milhões de donos de lojas pelo mundo afora incluso nas áfricas onde os seus donos são em sua maioria cidadãos de cor negra?
___Sabia?
Muito bem!
___Voce sabia que tanto no Brasil como em outros países e principalmente nos países da raça “colored” em épocas de natais essas mesmas pessoas que são negras não expõe frente as suas lojas nenhum papai Noel Negro?
Está vendo, quem não devia discriminar a própria raça não o faz. Certo que papai Noel não existe, até aí tudo correto. O que não se pode é deixar de acompanhar a ilusória fabula do “BOM VELHINHO”
Eu tenho um amigo de infância que se chama Noel. Apesar de ele ser homônimo de uma ficção ele é verdadeiro. Por serem evangélicos os seus pais nunca o enganou contando a lenda de papai Noel para fazer com que ele se comportasse bem na escola ou em sua casa a fim de ganhar um brinde no Natal.
A sua maior marca de uma pessoa de cor negra é ser o homônimo do velho de barbas brancas lá do pólo Norte.
Mais para a sua infelicidade, desde garoto ele já levava o nome marcado como o ponto “X” da mentira.
Numa certa ocasião ainda quando éramos crianças ele me disse que odiava o tal Papai Noel. Eu quis saber por que,
___Noel, porque você não acredita em papai Noel?
___Eu e minha família só acreditamos em Deus.
Eu disse á ele,
___Noel me disseram que papai Noel é nossos próprios pai.
___Meu pai nunca foi um papai Noel, ele me respondeu.
___Por quê?
___Os evangélicos raramente dão presentes no Natal. Ao menos meus pais agem assim! Disse-me Noel.
___Voce não ganha presente de natal?
___Eu só ganho bíblias, livros com histórias evangélicas, roupas, sapatos, menos dinheiro e brinquedos.
___E bolas você ganha?
___Não! Quando no natal a fabrica que meu pai trabalha em Cubatão dá aos filhos dos empregados bolas ou arminhas de brinquedos, meu pai dá para os outros por que ele diz que esse brinde são coisas do diabo.
___Voce tem televisão em tua casa, Noel?
___Não! Meu pai diz que isso é coisa do diabo.
___Noel me diga uma coisa. O que na sua casa não é Coisa do Diabo?
___O bíblia sagrada.
Nesse momento eu ri (E os restantes são?).
Noel me contava também que na escola nos horários de recreios ou em sua classe na escola ele era muito gozado pelos demais alunos por ter esse nome.
Contou-me ele de que nas épocas de natal, quando passava perto de um amigo ou de alguém que sabia o seu primeiro nome, logo saiam com piadas,
___Olha! Lá vai passando o papai Noel negão!
Ele me disse que o nome era motivos para enchimentos de sacos. Com o passar do tempo nós fomos crescendo e nos separamos de município.
Por um bom tempo eu não vinha me encontrando com esse meu amigo. Até que coincidentemente em uma época de natal, quando eu trabalhava na companhia docas de Santos eu me cruzei com Noel nas festividades de fim de ano que era promovida pelas Docas de Santos na associação atlética dos portuários de santos.
Esse clube era um ponto de encontro nos finais de semanas ou em feriados e também onde todos os funcionários compareceriam para presenciar eventos culturais ou religiosos.
Foi uma obra do acaso. Pois por muitos anos eu não via o Noel e nem os seus outros irmãos. Pensei até que ele já tinha falecido, ele era um garoto que sofria de asma e alguns amigos de infância o chamavam de gato devido a cheira advindo do seu peito por causa das suas vias respiratórias.
Assim que eu entrei no clube acompanhado de meus quatro pequenos filhos de um primeiro casamento, eu avistei o amigo que não via á muito tempo. Logo de inicio eu o reconheci, fui até ele estendi-lhe á mão e o cumprimentei.
___E aí Noel? Á Quanto tempo eu não o tenho visto, cara! Por onde tens andado?
___Eu saí de Vicente de Carvalho, e fui morar no BNH em Santos. Agora estou levando a vida, aqui na CDS.
___E você o que tens feito? Perguntou-me ele.
___Eu tenho filhos, muitos filhos, não está vendo, Noel? Do resto é só trabalhos e mais trabalhos.
___Rapaz! Se eu descobrisse antes que filhos só dão dores de cabeças e nos privam das liberdades eu não tinha casado e nem tinha filhos. Aliás, eu fiz os filhos antes de me casar, me disse Noel.
___Então foi como eu. Primeiro fiz o filho, depois é que me casei, eu respondi.
___Quer dizer que você pecou primeiro para depois casar Noel?
___É amigo! Primeiro eu dei um tapa na cara da perseguida depois é que me casei, responde Noel.
___O que foi que o seu pai e o pastor da igreja lhe disseram sobre primeiro fazer sexo e depois se casar?
___Agora meu pai é que é o pastor da igreja. Ele e minha mãe me falaram uns montes de coisas em meu ouvido. Mais eu só escutei, fazer o quê? Eu estava errado!
___Voce se casou na marra, Noel?
___Não que casar na marra nada. Eu já namorava a mina á muito anos, ela é católica e eu não estava mais seguindo a religião de meus pais. Eu engravidei a moça, assumi e me casei.
___Seus pais ainda estão vivos, Noel?
___Sim! E você Gostozinho? (esse era o apelido de meu pai).
___Só minha mãe está viva, meu pai morreu em um acidente de automóvel, Noel.
___Quantos filhos você tem Gostosinho (novamente ele me chamou pelo apelido de meu falecido pai)?
___Eu tenho quatro filhos!
___Caramba!Tudo isso?Tu estás fundindo muito bem cara! Na tua casa não tem televisão? Pergunta-me Noel.
___O pior é que tenho!
___E então! Porque não evitaste?
___Porque não deu Noel!
___Mas essas coisas não se dão para evitar, cara!
___Agora fazer o quê! Noel porque você não continuou evangélico?
___Houve época em que eu não saia do templo, agora estou mais sossegado, e como se vê sou boca suja como a maioria dos portuários.
___Noel, quantos filhos você tem?
Ele se virou apontou com o dedo indicador para um monte de crianças que estava em seu redor e me disse,
___São todos esses aqui!
Eu contei e confesso que fiquei assustado, até pensei ser brincadeira de época de final de ano.
___Nove filhos? Todas essas crianças são suas? Ou é brincadeira de tua parte?
__Se verdadeiramente todos são meus eu não sei! A minha esposa diz que é!
___A sua esposa está aqui Noel?
___Sim! Está.
Com um enorme sorriso estendido nos lábios ele me aponta uma jovem senhora que está vindo em nossa direção e diz,
___Aquela mulher que vem vindo é a minha esposa Madalena, ela está esperando o nosso décimo filho, ela sempre me garantiu que os filhos eram obra do Papai Noel, e ri. (referencia ao seu Nome).
Não foi por coincidência que naquele momento vai passando bem próximo de nós um portuário vestido de papai Noel e ouvindo-me chamá-lo de Noel se vira para nós e diz,
___Ho!Ho!Ho! Não me metam em confusões, eu não assumo nenhuma culpa!
Nós fizemos coro sorrindo...
Foi aí que eu me lembrei da época em que éramos crianças, perguntei á ele se ser chamado de papai Noel o incomodava. Ele me disse,
___Agora não! Quando eu era jovem eu até que esquentava a cabeça, mais o tempo vai passando e você vai esquecendo. Alem do mais em algum dia você viu um papai Noel Preto?
___Eu não! Você é o primeiro.
___Sou o primeiro e o único, me respondeu Noel.
___ E os teus filhos o que eles pensam do pai se chamar Noel Principalmente numa época de natal?
___ Cara! Meus filhos tiram o maior sarro, mais eles não são muitos ligados em festas natalinas. O Meu pai estava iluminado no dia em que me registrou com esse nome. Eu acho que nunca uma pessoa acertou num nome como os meus pais acertaram!
___Pelo o que vejo você mudou de opinião facilmente, Noel. Antigamente você nem podia ouvir falar em papai Noel, agora me parece que teu nome lhe deixa muito feliz.
___Que é isso cara! Como não vou ficar feliz? Eu sou preto, e ainda com o nome de Noel. Você acha que dá para enganar os meus filhos dizendo que papai Noel não existe?
___Amigo, eu não sei se você está certo em seus pensamentos, mais quase todas as crianças acreditam que papai Noel exista!
___Pior de tudo é que já na metade do ano meus filhos ficam dizendo, papai o que o papai Noel vai me dar de presente? Eu fico fundido da vida, cara, mais se essa é a minha cruz eu tenho que carregá-la por toda a vida.
___Noel, eu não sei se você percebeu, mais quando o cidadão que estava fantasiado de papai Noel passou perto de nós, fez com que os teus filhos ficassem com os olhos vidrados.
___Até que olharam meu amigo!
___Isso é um sinal de que eles adoram papai Noel, meu caro Noel viu como seu nome rima?
___Eu não sei se você também viu que quase todos os meus filhos deram as línguas para o pobre do coitado, e eu recriminei meus garotos só com o olhar, você notou isso gostozinho?
___Claro que eu percebi só que eu pensei que as crianças estavam brincando entre si mesmas.
___Qual nada! Meus filhos sabem que o verdadeiro papai Noel sou eu mesmo!
Novamente damos longas gargalhadas...
Esse foi um único caso que eu sei onde um verdadeiro papai Noel e ainda que um negro, compareceu numa festa de natal!
HORARIO ROSA
"O PEDAÇO DE UM CORPO DE 12 ANOS DE VIDA-QUANTO VALE?"
O FILHO QUE SÒ É RECONHECIDO QUANDO ESTÁ TODO INTEIRO.
Quando meus filhos chegam á mim e dizem que estão amando alguém eu fico na dúvida, será que meus filhos sabem o que é amor? Ou será que eles sabem quem é que eles estão amando?
Quando meus filhos têm alguns problemas, quer seja ele físico ou emocional por mais simples que sejam os problemas eu procuro dissipar o problema conversando com eles, ou ao menos os ouvindo.
Dou certo tempo ou espaço para que meus filhos consigam assimilar o que eu lhe expliquei. Caso há insistência em levar adiante aquilo o que eu entendo que num presente momento não é o correto ou está inadequado, eu volto ao assunto tempos depois quando solicitado pelo interessado ou ao ver que a trilha ainda continua torta.
Eu não fico diariamente batendo numa mesma letra, pois, isso poderá ser entendido como tortura ou um não e as coisas sairão pela culatra!
Maiores exemplos eu lembro pelos diversos fatos que se passaram comigo dentro de uma empresa em que eu trabalhava. Por eu ser muito sentimentalista algumas pessoas que comigo se defrontaram receberam as minhas especiais atenções.
Eu tentei de todas as maneiras ajudarem aqueles que de mim ou de outras pessoas precisavam ou dependiam para poder sobreviver, aqui no caso os desempregados.
Na época em que eu era o responsável pela portaria de entrada e saída de veículos na empresa em que eu trabalhava (numa ex-estatal) Muitas pessoas iam vender os seus doces lanches ou outros produtos para muitos motoristas de caminhões que na fabrica iam a trabalhos assim como para trabalhadores de empreiteiras etc...
No inicio naquele local não havia nenhuma lanchonete. Aproveitando-se disso uma senhora que tinha uma das mãos amputada resolveu se instalar com uma banqueta naquela localidade, o que era proibido pela firma.
Por motivos de segurança todas as vezes que essa senhora ia para o local, prontamente ela era retirada pelos vigilantes da empresa porque era vedada a permanência de vendedores no pátio de estacionamento de caminhões, e adjacências.
Certa ocasião estava eu falando com a dita cuja, e fui saber através das suas próprias palavras que ela houvera perdido uma das mãos quando ainda era menor de idade, e trabalhando numa fabricação de fogos de artifícios em Manaus.
Contou-me essa senhora que ainda menor de idade, tinha doze anos ela trabalhava na fabrica clandestina em Manaus, todos os dias ela saia bem cedinho para fabricar fogos de artifícios.
Nessa idade não lhes davam os direitos ao estudo, só tinha direito á trabalhar para ajudar nos sustentos do lar. Sua infância era muito sofrida pior ainda ficou depois de um acidente que sofreu e pela violência sexual sofrida quando ainda jovem.
A vida para ela (a tia, como era chamada pelos seus fregueses) foi carrasca, quantas vezes se perguntou o que de mau fez á DEUS, e se ele exista!
Em certa ocasião, saiu de casa rumo ao trabalho esperando terminá-lo e voltar para casa, depois descansar e voltar no dia seguinte para trabalhar!
Infelizmente não foi assim...
Num dia quando socava a pólvora negra dentro de um cartucho ele veio á explodir, nesse acidente e logo após a explosão do fogo de artifício ela sentiu fortes dores que deixara seu braço dormente e só aí ela percebeu que estava toda ensangüentada e tinha perdido uma das mãos á altura dos pulsos.
Quando isso aconteceu, ela foi precariamente atendida e levada para a casa dos pais. Sua mãe de sangue á mesma mãe que a gerou num ventre por longo nove meses mostrou que não poderia ser chamada de mãe, que é um nome MATRIZ.
Essa mesma mulher que não poderia ser mulher, e nem um animal, pois um animal nunca irá dizer ao seu filho essas palavras,
____ “Você só era minha filha quando estava perfeita! Eu não quero uma filha faltando um pedaço, portanto, saia de minha casa”.
Que Crime cometeu essa criança de 12 anos? O crime de não mais poder se sustentar ou ajudar sustentar uma mãe? Por acaso a filha perdeu a mão masturbando alguém? Por um acaso a filha perdeu á mão furtando ou matando alguém?
A menina saiu de casa toda destruída internamente e a partir dali criou um tremendo ódio pela própria mãe, chegando a ponto de em todo instante desejar a morte da mãe e nunca mais querer ouvir o nome da mãe e nenhum noticia dela.
Com a idade de doze anos ainda virgem a menina sem uma mão passou á mendigar e a viver de favores de terceiros. Por ser muito bonita ela foi passando de mãos e mãos, vivendo na beira das estradas. Daí ela foi viajando por todos os lugares do Brasil, chegando a ir trabalhar clandestinamente no território da Guiana Francesa.
Com o passar dos anos ela fez sexo forçadamente e se engravidou de um rapaz que conhecia e a seguir fugiu deixando-a abandonada. Muitas vezes ela voltava para trabalhar clandestinamente na GUIANA FRANCESA, algumas pessoas a ajudavam dando-lhe emprego como faxineira, e a pagavam em dia, contrário ao que se faz no Brasil.
Depois de muito rodar pelos estados Brasileiros com o seu filho, onde ambos viajavam de caronas cedidas por caminhoneiros eles vieram parar no município de Cubatão, no estado de São Paulo.
Por ter larga experiência em lidar com os sentimentos dos humanos eu resolvi ajudar á coitada. Peguei uma folha de papel sulfite e escrevi algumas palavras de efeitos humanamente sentimentais, como se fosse ela mesma que tivesse escrito, foi uma carta de pedido para ficar vendendo os seus sanduiches com palavras fora de colocações cheias de erros mais com muita apelação sentimental.
Nessa havia um apelo para que o diretor da empresa na qual eu trabalhava, lhe permitisse vender lanche para os motoristas de caminhões, assim como refrigerantes e outras águas, menos as bebidas alcoólicas.
Mandei que ela mesma fosse levar o pedido, e assim foi feito. Como nunca fui de esconder nada de minha chefia, eu declarei ao meu chefe qual tinha sido o meu ato. Meu chefe ficou maluco e disse-me que eu estava arriscando o meu emprego dentro da empresa por tentar ajudar aquela sofrida senhora.
O diretor da empresa foi humano e foi dada pela direção da empresa uma permissão para que ali se instalasse. Dias depois o diretor de minha empresa foi até o local onde a senhora vendia os seus lanches, sentou-se ao lado dela num banco de madeira pediu um cafezinho e, o pagou (a mulher não quis receber mais o diretor da empresa fez questão de pagar), lhe disse,
___ Eu ajudar voce! Está bem assim?
A tia quase chorou e deu um forte abraço no diretor da empresa (engenheiro da Ultrafértil de Cubatão de nome Mesquita).
Dias depois, o diretor da empresa mandou reformar uma antiga guarita de vigilantes para ela ficar mais bem instalada. Naquele local ficou a senhora sem uma das mãos por três anos consecutivos.
Com isso ela ia pagando o aluguel de um barraco e pagando os materiais dos estudos de seu filho. No passar do tempo ela recebeu um recado e um chamamento de pessoas de sua família para tratar da partilha dos bens da família e da herança, juá odiada mãe houvera morrido. Assim a tia abandonou o local sem nada me avisar e colocou aquela guarita á disposição de outras pessoas
Pessoas sabiam que aquele local que muito era desejado por comerciantes das redondezas que inclusive tentou me subornar andaram procurando por minha ajuda.
Mal tinha eu recusado facilitar para outros pretendentes (era auxiliar administrativo II e responsável pela portaria do pátio de caminhões na empresa) alguns dias depois me aparecem duas senhoras ambas sem convivência marital e com filhos para sustentar.
Vieram por indicação daquela (tia) senhora para falar comigo e pedindo a minha ajuda.
Eu não gostava de meter os pés pelas mãos, mesmo porque já houvera sido advertido por meu chefe, mais...
Da mesma maneira eu agi. Através de outro bilhete como se elas mesmas estivessem escritos, contei triste historias mandei que elas levassem para a direção da empresa que autorizou que elas permanecessem naquele local.
A direção da empresa não demorou muito em reformar o pátio de estacionamento para caminhões, e lá fosse construída uma bonita lanchonete toda equipada com banheiros, sala de estar para familiares de motoristas as mesmas senhoras ficaram responsáveis pelo local, por isso elas nada pagariam de aluguel nem água e nem á luz.
Nesse local elas ficaram gratuitamente até a minha saída da empresa por aposentadoria.
Quanto a senhora sem uma das mãos (seu nome eu resolvi omitir), viajou para liberar o inventario para seus parentes, perguntado por mim se ela iria triste ela disse que não pois ela nunca teve uma mãe e nem um pai, porque ela entendeu que UM FILHO SÓ TEM VALOR QUANDO ESTÁ TODO INTEIRO, e á MÃE?
"PINTANDO O SETE"
" Á VIDA É UMA PINTURA! Á VIDA É UMA ARTE GRAVADA EU SEU QUADRO! EM SUA TELA TEM QUE SABER USAR AS CÔRES CERTAS, SENÃO?"
HORÁRIO
HORAS
"LEIS? ORA ÁS LEIS!"
(O ego das decisões na ditadura e depois dela)
Pergunta-se aos veteranos, pergunta-se aos jovens, se pergunta aos historiadores; Quais dos generais, quais dos coronéis, quais juízes de direitos que ditavam ordens ou impunham injustas penalidades ou prisões ás populações brasileiras eram eles ou elas Hiperativos?
Será que alguém saberia responder essa minha pergunta?
Será quando nascemos hiperativos somos piores que os outros?
Será que um hiperativo tem o instinto da maldade e da vingança?
O mais gozado de tudo isso é que sendo uma criança hiperativa eu optei pelo gosto da escritura e defender se por pena ou o dó aquelas pessoas que de mim se aproximavam e principalmente meus familiares.
Eu me lembro muito bem que ainda criança eu era o mais punido de meus irmãos, tanto por meus avôs maternos tanto quanto por minha mãe e meu pai, por meus tios então nem pensar.
Era uma criança mais sabia muito bem o que é ser penalizado inocentemente, ou melhor, injustamente, isso fez com que eu fosse guardando dentro de mim um amor e uma pena ou o dó tão grande pelas pessoas que vinham á minha frente, (amigos, colegas, e outras pessoas) que fui crescendo e fui acumulando esses sentimentos á ponto de me ir criando no meu âmago á sede pela “justiça!”.
Já com os meus sete ou oito anos eu já tinha a premissa de procurar por meus direitos indo á fundo nas reclamações por aquilo que devia ser meu, aí então eu era tratado e chamado de “fofoqueiros” ou até de mentiroso ou de dedo “duro” por meus irmãos e por meus tios, por meus avôs, por minha mãe e alguns colegas ou até por conhecidos!
O que essas pessoas não sabiam era que eu já estava criando á minha personalidade, eu não era uma criança má e nem ruim, eu era inconseqüente e não tinha o senso do perigo por não saber guardar ás devido distancias das coisas ou de meus atos.
De um modo ou de outro, a única coisa que eu não sabia fazer era ser injusto, como até o dia de hoje eu não sei. Eu só não aceitava as injustiças, como até hoje eu não as aceito e por isso eu era tratado como uma criança chata e até a data de hoje ainda sou tratado assim!
Para mim a palavra mais bonita era “JUSTIÇA”, isso era em filmes, isso era nos esportes, era nos noticiários era em qualquer lugar!
Como um adolescente, como um jovem eu senti na pele os problemas pelos quais meus familiares passavam e vi que o poder naquela época emanava de quem pensava que estava de posse do poder e na realidade o poder só existia em seus egos pessoais!
As pessoas os respeitavam com medo de sumirem do mapa!
Aqui eu falo da nossa “JUSTIÇA!” á qual na época da ditadura estavam num fantasiado poder, e no qual eles só agiam e sobrepunham aos outros as suas leis pelas pontas de uma baioneta ou na ponta da caneta de um juiz e que geralmente era um militar (um verdadeiro carrasco) e que estavam no poder da supressão e ainda por cima voando debaixo das asas dos outros renegados!
Eu fui um jovem que nunca apanhei de veras de um militar ou de um policial, (só tomei uma baionetada nas costas na época em que eu era estudante e estava indo para á minha casa e não estava vadiando ou praticando algazarras, outros colegas sim, esses estavam zoneando na saída das aulas noturnas do ginásio e eu estava indo aos seus lados, pois aquele era o meu caminho para casa.
Fui um jovem que nunca apanhei da justiça! Eu sempre tive idolatria por ela, e dela também cobraria todos os meus direitos sempre que eu estivesse correto e nunca pensando que estava dentro de meus direitos estando enganado ou confuso!
Da vida eu, eu me predispus á lutar até o fim e também não me deixaria ser espancado pelos tortuosos caminhos que tivesse que percorrer sem dele cobrar o que me era devido por lei.
Isso era o que eu pensava!
Quando passei entender porque aqui viemos ou nascemos eu vi que existe uma coisa da qual nenhum ser humano escapa, são as chamadas injustiças, é isso mesmo nenhum ser humano escapa das injustiças provocadas pela própria humanidade!
Agora, a pancada dos caminhos da vida que dói em nossos lombos são as pancadas dadas pelas injustiças da própria justiça, decisões injustas dos senhores juízos, ou melhor, decisões tomadas de formas inaptas por parte dos doutores juízes de direito, que visam dar uma sentença rápida econômica e não eficaz.
Nas datas de hoje boas partes dos senhores juízes de direito para evitar ficarem muito anos sem a tomada de uma decisão e virem as suas salas sendo abarrotadas de tomos processuais decidem pelo mais pratico, decidir de forma abrupta sem examinarem os méritos das questões, ou seja, agem e decidem conforme entendem, não conforme ditam as leis e seus códigos de éticas da magistratura.
Se um doutor juiz não quisera acúmulos de processos sobre as suas mesas deveriam então concorrer á um cargo publico em outra profissão e não para juiz de direito.
Justiça é justiça, e nem sempre um juiz representa á verdadeira justiça e nem ele responde por ela, principalmente quando errar não por erra de forma inapta, mais de forma espontânea com base nas virgulas que nossas leis permitem ser usadas e aí se prejudicar á parte mais fraca em beneficio ou em proteção ao réu!
Á partir daí eu crie uma ordem de critérios, tidos por mim como os doze mandamentos da justiça.
É muito estranho dizer uma frase como essa!
A frase só não se torna meio estranha é certo de que aquele crítico ao ler e entender o significado dos sentidos práticos e não das palavras não me tecerá critica. Na vida da justiça tudo se define em doze sentidos, pelas suas ordens, á saber;
1 - Justiça, (tudo o que se faz e se decido na terra é proveniente dela).
2 - Religiões, (nem tudo o que se faz na terra e proveniente dela).
3 - Egos, (sem ele ninguém existe).
4 - Caracteres, (todos deveriam ter, nem todos o têm).
5 - Amores, (poucos o têm).
6 - Ódios, (muitas pessoas estão abarrotadas dele, isso sequer deveria existir).
7 - Raivas, (é momentânea mais toas pessoas da face da terra a tem).
8 - O dó, (poucas ou raras pessoas o tem em seu intimo).
9 - Dignidades, (muitas pessoas não a têm).
10 - Compreensões, (nem todas as pessoas têm).
11 - Sabedorias, (raríssimas pessoas têm isso).
12 - Honestidade.
Quem tiver todos esses doze itens pode-se dizer que é uma pessoa falha, pior ainda se a pessoa não tiver os outros onze itens aí estão os perigos. Jamais se pode ter na vida o item seis dos nossos sentidos (ódio)! Pois, quem tiver esse item estará eliminando os outros onze.
O ódio é um item que leva de cabrestos outros sentidos físicos, o tato, o olfato, a visão, o paladar e a audição! Quando nascemos e tornarmo-nos gentes nós meditamos sobre os atos que faremos ou os que já fizemos e nem sempre nos levamos a refletir se agimos certos ou errados...
Cabem á cada uma das pessoas julgarem aquilo que ele ou a outra pessoa fizeram? Claro que não! Não somos juízes de nós e nem dos outros. Podemos ou temos ás obrigações de julgarmos quais são as coisas certas ou erradas? Acredito que sim, agora decidir o que deve ser feito para cobrar o que a pessoa fez de certo ou errado cabe á umas sós pessoas, os senhores juízes de direito!
Existem juízes no esporte, existem juízes nos tribunais, e existem os juízos de consciências!
Os juízos de consciências nem sempre estão nas pessoas corretas ou erradas! Os juízos nem sempre estão dentro do ser humano ou do ser animal racional! Muitas vezes somos tão quanto ou pior do que uma fera em busca da sua caça ou por sangue...
Dentro de algumas pessoas ou dentro de si mesma não pode haver o sentimento de ódio, pois, na cabeça desses tipos de pessoas mais nada cabe á não ser o ódio e isso é trazem as guerras os tumultos, as brigas e terminam com uma decisão errônea!
Há seres humanos que acreditam na perfeição humana! Eu sou consciente de que á humanidade jamais chegará à perfeição! Jamais mesmo!
Sendo rotulado por mim mesmo como uma pessoa semi ou porque não dizer analfabeta (totalmente acredito que não sou!), já na minha infância comecei a definir aquilo o que eu queria ser quando jovem e depois de adulto.
A minha opção foi ser um exemplar chefe de família, cobrar todos os meus direitos e os direitos de minha família. Ótimo e exemplar trabalhador! Ser cumpridor com os direitos de minha família! Trabalhar bastante para manter minha família no rumo certo e dar á eles tudo aquilo que pudesse ser melhor!
Na minha infância eu fui traçando umas linhas de medição nos gráficos das tabuas das marés de nossas vidas! E nesse gráfico eu já comecei com intensidade na escala 8 metros (maré altíssima), já que ao perder meu pai de morte violenta quando eu ainda tinha 16 anos de idade e minha família não tendo nenhuma posse que nos evitasse sofrer, e tínhamos apenas uma casa para morar e mais nove irmãos para serem criados.
O que muitas pessoas não sabem é que as escalas das marés flutuam num sobe e desce tão intenso ou aumentam e diminuem conforme á mudança da lua e que as nossas vidas fazem as mesmas coisas.
Nossas vidas são como as águas das marés e porque não dizer que agimos como essas águas ou as nossas justiças comandam as escalas das suas decisões e flutuam da mesma forma que a lua!
Eu seria mais objetivo e dizer ás nossas justiças decidem conforme o patrimônio das pessoas envolvidas, ou melhor, quero dizer que se voce tiver direito voce terá uma decisão favorável á voce e a sentença sairá mais rapidamente se a parte contraria for um sem teto!
Caso as duas partes envolvidas tiverem posses iguais á sentença final sairá depois de décadas. Quem tem dinheiro raramente ou jamais ficará detido, se o for, até uma decisão final.
Para todos o que comanda os povos ou uma nação são os comandos dos sistemas financeiros.
Quem nunca ouviu dizer a frase fulano ou beltrano está em seu dia de lua? Essa frase existe e isso é verdade... Se numa gestação se sofre a influencia da lua da mesma forma os terráqueos são comandados por uns os gráficos que alguns chamam de destinos, sorte ou azar, eu sempre entendi que somos comandados pelas forças da lua e nossas vidas seriam os movimentos das marés com as suas quatro fases.
A cada fase da lua que ocorre semanalmente e influencia na subida e na descida da água dos oceanos, (maré alta e maré baixa) os rios sofrem enchentes provocadas pelas chuvas e da mesma forma os seres humanos são tão volúveis como são as vindas e as idas das águas no mar sobre as influencias das fazes da lua!
Desde pequenino eu olhava com muita atenção como as pessoas maiores de idade agiam para tentar entender o que eu queria da vida. Foi aí que comecei á ver que os seres humanos são volúveis,
São frios,
São agressivos,
São vingativos,
São invejosos,
São vadios,
São trabalhadores,
São carinhosos,
São mórbidos,
São possessivos,
São construtores,
São destruidores,
São justos,
São atenciosos,
São injustos,
São desatenciosos,
São honestos,
São desonestos,
São amáveis,
São desprezíveis,
São comandados,
São comandantes,
São calmos,
São nervosos,
São capazes,
São incapazes,
São tudo ao mesmo tempo em que não são nada!
São sós uns pós...
Com isso eu quero dizer que as intenções ou os desejos humanos pendem para os lados dos interesses próprios ou de alguém, como lua faz com o mar nas suas fases (lua cheia, lua nova, quarto crescente e quarto minguante) e o sol com seu calor comanda a terra e a todo o universo (é meio estranho ter que dizer isso).
Não iremos achar na leitura mundial ou na biografia mundial a existência de outros sentidos emocionais á não ser as doze premissas que mexem com o ser terreno (homem ou mulher)! Tendo como parâmetro o que eu via em minha infância eu tentei aproveitar aquilo o que era bom para mim, e mesmo assim eu me envolvi em algumas enrascadas e delas eu sobressaí-me muito bem.
Como eu entendi que para mim na vida só existe doze os itens muitos importantes e deles é que devemos filtrar aquilo que devemos colocar em pratica, também eu dei um acorde que onze desses itens são os primordiais elos dos mandamentos que um ser humano precisa ter e saber para comparar e ser comparado e vir á comentar esse cidadão é uma pessoa quase que completa!
Por causa disso é que eu digo, não há na face da terra uma pessoa perfeita, pois, dos itens que relacionei sempre faltará um deles ou vários deles.
Passo á passo e par á par eu fui estudando o comportamento humano. Eu não fiz os estudos ou não me apeguei ao estudo do modo de vida ou ao modo do ser humano se comportar por meras casualidades ou meras curiosidades.
O que eu descobri na época em que raramente se ouvia dizer em deslizes morais das autoridades foi sintomático para a minha infância e juventude. No meu intimo só havia a justiça e que para mim ela era os juízes de direitos os advogados e os policiais, santa ignorância essa minha.
Depois vinham os governadores, os deputados federais, senadores e o presidente da republica. Em minha adolescência nem na escola eu aprendi que acima de qualquer uma coisa está o exercito e o supremo tribunal federal, eu desconhecia e não sabia o que era e de que valia um prefeito de uma cidade e quanto mais para que servisse um vereador.
Eu entendi que deveria respeitar á todos e cobrar de todos os meus direito e os direitos de minha família. Eu não acreditava em corrupções, falhas e injustiças praticadas por policiais e a própria justiça (em nome do juízo).
Naquela época nenhum brasileiro ousaria criticar publicamente alguma autoridade judiciária. Se qualquer cidadão olhasse meio atravessado para um policial ou discutir com alguma autoridade do juízo (os senhores juízes de direito), isso seria tratado como desacato á autoridade e voce receberia uma imediata ordem de prisão, não precisaria ofendê-los com palavrões bastasse voce dizer que eles erram ao cometer qualquer ato.
Se naquelas heras autoridades judiciárias transgredissem as leis eles não seriam incriminados publicamente porque tudo se faziam no sigilo ou em segredo de estado ou por corporativismo profissional assim como ninguém ousava denunciá-los em publico.
Com o passar do tempo eu vim á descobrir que quem mais erra são os senhores juízes de direitos, esses que deveriam ser ás pessoas completas ou as super-humanos, erram e erram demais, ou erram em suas decisões judiciais, ou erram em seus comentários, ou erram em seus atos pessoais e particulares! Tanto faz, eles erram da mesma forma.
Por um interesse pessoal eu passei a freqüentar audiências de julgamentos em tribunais de júri para ver pessoalmente decisões de juízes de direito em ação criminal e nessas os juízes nunca atuam sozinhos, pois os senhores jurados é que dão à decisão e o senhor juiz dá a sentença.
Em causas cíveis e trabalhistas é que se vê da capacidade de um juiz saber ou não atuar e aí é que se vê qual capacidade do juiz, nas maiorias dos casos elas são desastrosas, (isso outros juízes e até advogados citam, e só verificar na internet).
Quando eu passei á fazer parte das audiências cíveis ou trabalhistas como parte da ação ou como testemunha é que notei que a prole da pessoa envolvida pesa e pesa muito.
Geralmente numa ação quem se sobressai melhor é quem paga um bom advogado, entrar com uma ação sendo voce a parte gratuita voce tem que contar com a sorte e o bom senso de justiça do julgador (juiz).
Participar de uma ação quer seja ela cível, (civil), ou trabalhista se voce for o autor da ação reze para que a outra parte não seja um advogado ou pessoas de posse (o denunciado ou o reclamado), pois, aí voce se virá nas seguintes situações:
1 ) Nunca seja o autor de uma ação com a chamada assistência gratuita, ou justiça gratuita, pois os juízes tentam pelo acordo na inaugural se não houver esse acordo se dê como a pessoa condenada, pois se a parte perdedora for o advogado ou pessoa de posse certamente ele irá recorrer da sentença!
2) O senhores juízes no caso da gratuidade da justiça alegando economia processual jamais examinará (todos as provas documentais ou solicitará uma pericia nelas) ou solicitará uma diligência no local isso é praxe da justiça gratuita! Quero dizer que á sua condenação já é decretada na primeira audiência! (não basta para um juiz de direito do trabalho ou nos fóruns de pequenas causas uns códigos ou cartas magnas de sua ética de magistrado, pois em nome da economia do estado ela se descarta por causa da economia processual), portanto se voce entrar com ação pela gratuidade patronal ou processual, de antemão já estarás condenado!
3) Sempre segui processos (via internet) onde fosse decretada a gratuidade da justiça e pelo que eu sei nenhuma delas chegaram até a data de hoje ao supremo tribunal federal para ser julgada, e nunca chegarão!
4) Á cerca de 30 anos atrás eu conheci um juiz de direito do tribunal trabalhista (esse ex-juiz depois de aposentado me defendeu como advogado numa ação trabalhista contra a companhia docas de Santos) e ele me disse;
___ “Da cabeça de um juiz e da cabeça de uma criança nunca espere nada e espere tudo! Como uma criança pode lhe dar um beijo ela pode lhe refugar! Na decisão de um juiz tanto pode lhe ser favorável como contrária!”
Anos mais tarde eu vi que a maior dor que se sente é quando voce está dentro de seu direito legal mais o juiz apela pela pobreza do estado e não á sua pobreza e não cumpre todos os seus direitos legais, nem que o seu pobre advogado o implore, pois uma coisa se é certa, tudo o que se é dado de graça nem sempre vem com todas as dentições, ou melhor, “CAVALOS DADOS NÃO SE OLHA OS DENTES!”
“Aqui cabe essa pergunta: O ser humano pode ou nasce hiperativo e á justiça forense porque não?”
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O PERDÃO DADO NO ESCURO
"UM PRATO DE SOPA, POR FAVOR!"
O TRABALHO NÃO ESCRAVO DE UM BRASIL QUE ESCRAVISA.
(Proibir o que já é proibido, “Viver!”)
Há cerca de dois anos antes de me aposentar, fui transferido para um local denominado carregamento e faturamento de gesso agrícola. Aí foi que verdadeiramente eu soube e participei diretamente nos problemas de pessoas marginalizadas e como se pode recuperá-las, basta querer ou ter boa vontade.
Chegando naquele local, eu percebi que ali era freqüentado por vários menores (quatro) e algumas pessoas maiores de idade (dois). A primeira coisa que eu quis saber por que ali estavam aquelas pessoas, já que não eram permitidas as suas estadias.
A informação que eu obtive da empresa era de que lá não tinha alguém autorizado para permanecer. Eu fiz uma solicitação á minha chefia de que colocasse permanentemente um vigilante, para evitar esses problemas. A minha principal intenção era descobrir se haveria algo escuso naquele setor e se quem ali estava trabalhava para quem ou porque trabalhava.
As minhas intenções eu não comentei á ninguém, nem aos meus supervisores ou chefes. Escondi de todos o que eu tinha em mente. E assim foi feito, colocaram um vigilante armado e uma viatura em disponibilidade.
Quando alguém estranho ao trabalho aparecia no local toda a vigilância era acionada, isso sempre causava um enorme alvoroço e correndo o risco de um acidente fatal, pois eram pessoas correndo indiscriminadamente para todos os cantos e por dentre caminhões em transito.
Os dias se foram passando e eu comecei á perceber que as pessoas ali estavam apenas para trabalhar. Em conversa com os caminhoneiros fui saber que aquilo já fazia parte da rotina diária daquele setor á anos. Eu falei com a minha chefia de que se aquela situação já estava configurada a tempo, como acabaria com ela de um dia para o outro.
Como eu tinha autonomia para cuidar dos assuntos daquele setor eu chamei todos os rapazes que estavam clandestinamente trabalhando. Eram somente cinco. Todos já trabalhavam naquele serviço desde os dez anos de idade. Três deles já tinham atingido a maioridade e dois já tinham famílias constituídas com esposa e filhos.
Nas áreas da empresa incluso na lagoa de gesso não era permitida a entrada de ninguém á não ser funcionários e caminhoneiros e a Sabesp. Antes de minha ida para aquele local tudo ficava à surdina ou na clandestinidade. De modo que de forma alguma poderíamos acabar com aquele vicio de uma hora para a outra, pois, ali tinham outras pessoas dependendo daqueles serviços.
Era toda uma coletividade precisando do auxilio da outra, mesmo que funcionado á base de cachês, mais funcionava, ali não tinha salário fixo, era dado ás pessoas que trabalhavam apenas umas gorjetas.
O serviço, se resumia em deslonar e ajudar os caminhoneiros acertar as cargas em seus caminhões e cobrir a carroceria do caminhão com as mesmas lonas.
No inicio as pessoas que trabalhavam de forma irregular arriscavam a vida fugindo da vigilância por dentre pás carregadeiras e caminhões que estavam em funcionamento no local. Os clandestinos subiam as serras e os morros íngremes da região sob risco de caírem e perderem as suas vidas.
Vendo que não tinha alternativa resolvi organizar aquela situação. Chamei todos os envolvidos para conversarmos, (menos os caminhoneiros).
A primeira coisa que eu quis saber era como eles foram parar ali, quanto tempo ali eles estavam trabalhando, porque e quem eram eles. Eu quis saber de tudo até de suas vidas. Aí é que eu fui saber que os seus dramas eram bem tristes e os motivos deles estarem ali ainda eram maiores.
Três deles já tinham cometido crimes de mortes um maior e dois menores de idade. Os outros menores de idade tinham apenas cometido pequenos furtos, quatro deles eram usuários de drogas, cocaína, maconha e crak.
Eu fui descobrir pela boca deles mesmos que dois eram muito perigosos e só andavam armados! Isso não me metia medo, mais eu andava acautelado.
Todos tinham família, o mais estrepado era Willians, um garoto negro de treze anos de idade que fora abandonado pela mãe, e o pai tinham estados presos num presídio do estado de São Paulo e lá morridos de AIDS.
Ele vinha sendo cuidado desde o seu nascimento por uma avó que era cega de um olho e cardíaca. Conforme o que me fora informado ela lutava para obter a aposentadoria por invalidez ou por idade de sua avó e até aquela data ela não tinha obtido o sucesso em aposentá-la.
Todos eles viviam em uma favela próxima das empresas de fertilizantes de Cubatão. Como aquele tipo de trabalho já estava alem de irregular vicioso eu tinha que aos poucos ir contornando a situação sem causar danos á ninguém e nem causar riscos á mim ou a empresa a qual eu prestava os meus serviços.
Falei com meu chefe que retirasse a vigilância daquela fiscalização, deixando-a de prontidão e deixa-se o resto por minha conta. Meu chefe me avisou para que eu tivesse cuidado com o que estava fazendo, pois ali tinham muitos drogados e assassinos perigosos.
Outra coisa que eu deveria me preocupar era com a fiscalização do ministério do trabalho, pois eles poderiam autuar a empresa por autorizar trabalho de menores de idade, e preocupar-se com os inspetores do juizado de menores, (que nada faziam pelas menores de idade, mais ficava feliz em autuar empresas que tinham pessoas menores trabalhando irregularmente).
Eu garanti ao meu chefe que eu me preocuparia com tudo e que ele deixasse por minha conta. Ele me assegurou que eu poderia fazer aquilo o que achasse ser de melhor para ambas as partes, e pensasse muito bem em não me prejudicar e nem prejudicar a empresa, a responsabilidade seria minha.
Conversei com os freqüentadores da área para trabalharem organizadamente de forma segura e sem nenhuma confusão entre eles.
Depois que os autorizei trabalhar, numa certa ocasião no horário de almoço, um dos menores veio me chamar avisando que tinha outro garoto correndo atrás de um jovem maior de idade, armado de uma faca.
Eu saí de minha sala para verificar e vi o garoto que era cuidado pela avó correndo atrás de outra pessoa que tinha o dobro de seu tamanho e maior de idade. Eu gritei para que ambos parassem com aquilo e pedi que a faca me fosse entregue. De inicio não fui atendido.
Novamente pedi para que eles viessem conversar comigo, caso contrario seriam proibidos definitivamente de ficar na área.
De inicio o garoto que estava armado não quis me entregar à faca começou a subir o morro para fugir, eu gritei á ele dizendo que jamais seria permitido o seu retorno á aquele local, pois eu solicitaria uma viatura policial todas as vezes que ele ali se apresentasse.
O rapaz maior veio até mim e explicou a sua versão, disse-me que ele foi brincar com o escurinho. E que ficando muito bravo o menino quis esfaqueá-lo.
Para mostrar-lhes que não estava brincando eu mandei que naquele dia todos fossem embora e que eu não mais permitiria ás suas presença naquele local, e assim eles se retiraram.
No outro dia pela manhã assim que eu cheguei a minha sala, eu recebo uma ligação de um telefone publico e que todas aquelas pessoas que eu tinha mandado que se retirassem queriam falar comigo particularmente.
Demonstrando não estar com medo e mesmo correndo o risco de uma agressão física eu disse a eles que nada eu teria á lhes dizer e nem estava querendo ouvir o que eles teriam á me explicar.
Como os menores não estavam aparecendo no pátio para certar as cargas ou cobrir os caminhões, eu comecei á perceber que todos os veículos iam chegando para pesar vazios já vinha devidamente descoberto que eram incomuns, e quando vinham do carregamento para pesar carregado já vinha devidamente coberto, fato que raramente ou poucas vezes isso acontecia!
Eu sempre fui diferente de meus amigos que trabalhavam na empresa, eu nunca permitia um veiculo sair para as estradas com excessos de cargas.
Esses fatos foram uns motivos para eu chamar a vigilância da empresa solicitando á eles que num veiculo da segurança três vigilantes armados subissem á montanha de gesso para verificar se lá havia alguém trabalhando escondido. Pedi a eles para subirem cuidadosamente e deter quem lá estivesse.
Um caminhoneiro viu quando o veiculo chegou trazendo vários vigilantes á bordo e tentou ele avisar via radio aos outros motoristas para esconderem á todos os clandestinos em suas cabines.
Fui mais rápido e disse ao motorista que se ele não me dissesse onde estavam os garotos, e quais cabines eram os veículos, naquele dia todos os caminhões seriam revistados e que dali por diante todos os caminhões teriam as suas cabines revistadas e quem tivesse com acompanhantes seriam proibidos de adentrar em todas as empresas do grupo ULTRAFERTIL/FOSFERTIL, (são dezenas de empresas).
E completei, eu disse que a partir daquele momento todos os veículos seriam revistados já no pátio de espera, ou antes, de chegar a minha balança para pesar.
Os caminhoneiros em sua maioria, não gostavam de mim. Porque disso? Eles tinham uma idéia de que eu era uma pessoa muito ruim, quando alguém vinham carregar na industria, logo que chegavam para a triagem eles perguntavam quem era o faturista que estava responsável pela balança A ou B. Quando descobria que era um tal de Gonçalves (meu nome de guerra), logo vinha o comentário, “estamos ferrados”.
Só não gostavam de mim aqueles caminhoneiros abusados ou folgados demais, esses eram os caminhoneiros que gostavam de furar filas de caminhões ou dar chapéus nos outros colegas, os que eram muito folgados comigo estavam arruinados, pois eu sabia como puni-los e fazer com que eles respeitassem uns aos outros.
Se não fosse assim ou do modo que eu queria e que era uma exigência da empresa, eles aguardariam por um bom tempo as suas horas de carregar. Eu exigia que respeitassem as normas da empresa.
Como eu mandei os vigilantes ir verificar se alguém estava trabalhando clandestinamente e recebera a resposta que no carregamento não existiam infratores, eu solicitei que todas as cabines dos caminhões que estivessem no carregamento de gesso fossem revistadas e quem lá estivesse irregular fossem retiradas para fora da fabrica.
Exigi que parentes de motoristas ou acompanhantes que estivessem escondidos fossem deixados por eles mesmos, os próprios motoristas, na portaria da fabrica.
Quem estivesse carregando, parasse de carregar e todos teriam que cumprir essas normas. Naquele dia foi o maior rebu, muitos motoristas tiveram que levar na portaria quem com eles estivessem escondidos, suas esposas, filhos, parentes, amigos. Inclusive os garotos que eu proibira de entrar na fabrica.
O que foi que aconteceu? Como eu não quis atender aos apelos dos meninos eles resolveram entrar escondido dentro das cabines dos veículos, pois só assim estariam protegidos pelos caminhoneiros.
Tanto os caminhoneiros como os rapazes viram que eu não estava brincando e que eu levaria tudo na ponta da faca. Eu sempre fui uma pessoa justa no comprimento de minhas funções, quando alguém me oferecia algum brinde eu não aceitava.
Pois, eu entendia que esse agrado era uma forma de gratificação por futuros favores. E agindo assim, isso era um motivo de eu não deixar para os presenteadores pensar que eu estava sendo comprado.
Nos finais de ano, algumas empresas enviavam brindes diretamente para a indústria. Quem menos recebia brindes era eu, tinha vez que sequer um brinde eu recebia, alem de não fazer nenhuma questão eu achava que isso era irregular, os brindes sempre vinham com o nome dos responsáveis pela repartição para que fizesse as suas distribuições.
Voltando ao assunto dos trabalhadores irregulares, no terceiro dia da confusão criada por mim em busca de uma diretiva, novamente eu recebo um telefonema dos meninos. Eles queriam que eu ao menos os ouvisse, eu aceitei. Mandei que o veículo da vigilância fosse buscar os garotos.
Quando eles chegaram até mim eu vi que não eram somente cinco pessoas, dessa vez me apareceram seis pessoas, veio á mais um irmão de um deles, que teria acabado de sair do presídio da praia grande.
Mesmo assim eu resolvi falar com todos, eu disse que falaria mais que seria ouvido um de cada vez em separado dos demais para um não saber o que o outro estava contando, eles aceitaram conversar dessa forma.
WILLIANS,
O primeiro que entrou para falar, era escurinho e que era cuidado pela avó, eu solicitei á ele para contar parte de sua vida ele meio desconfiado me disse que se aquilo era para arrumar um emprego para ele, eu respondi se ele estava com chacotas as conversas nem se iniciariam.
Meio satírico e meio tímido o garoto não demonstrava ter toda a periculosidade que outras pessoas diziam que ele tinha. Eu fui sincero e disse que para mim era muito importante saber como era a convivência dele com a comunidade e com a família e dos seus problemas particulares, e que emprego não tinha á oferecer, talvez só proibi-lo de freqüentar a área da indústria.
Ele começou me contando que sua mãe morreu de coma alcoólico depois de adquirir AIDS, poucos dias após que ele nasceu. Ele tinha treze anos de idade, e que sua mãe ficou grávida de seu pai nas visitas intimas que acontecia dentro do presídio Carandiru, assim ela adquiriu a AIDS, já que o pai se contaminou por ser usuário de drogas.
Seu pai ainda morreu depois da mãe ainda cumprindo pena de 60 anos de prisão por assalto á mão armada seguido de tentativa de morte e agravado por duas outras mortes fruto do mesmo assalto. Com a morte de sua mãe á avó por parte de pai é quem passou a cuidar dele.
E isso vem acontecendo desde quando ele era pequenino. Ele me disse que começou a estudar os ensinos básicos. Depois ele teve que parar porque a avó teve que abandonar o emprego quando descobrira que era cardíaca e diabética.
Mesmo assim a avó ainda trabalhava fazendo pequenas faxinas só parando quando ficou cega por causa da diabete. Ele começou a vida vendendo salgadinhos que a avó fazia para lojistas da região, para transeuntes e motoristas nos semáforos de Cubatão.
Ele não parava de ajudar a avó mesmo porque ele precisava ir uma vez ao mês levar os seus jumbos para um amigo que estava detido no Carandiru.
Por diversas vezes ele foi retido pelos serviços sociais e retirado daquela vida e forçado estudar com acompanhamento de assistentes sociais. Nenhuma ajuda financeira ele ou á avó recebiam chegando á passar fome.
Algumas vezes eles recebiam apenas umas cestas básicas que a Ultrafértil doava á eles. Só que a ajuda não era por muito tempo, depois tudo era esquecido até a ajuda assistencial.
Então o que acontecia, ele era forçado a estudar, ele estudava um dia e dois ele ia trabalhar vendendo lanches. Até que em certa ocasião não tendo dinheiro se envolveu num assalto numa barraca de uma feira local.
Por falta de dinheiro em casa e sem a ajuda dos serviços sociais de Cubatão. Ele se envolveu com uns comparsas e praticou um assalto contra o feirante.
Assim que foi detido, ele foi posto na FEBEM e lá conforme ele me afirmou tudo se aprende desde jogar futebol até os chamados arrastões. O garoto me garantiu que na FEBEM é igual nas casas de detenções onde você entra como ladrão de chocolate e sai especialista em assaltos á bancos.
Poucos tempos depois de liberado da FEBEM e que ele descobriu onde ganhar o seu dinheiro honestamente e trabalhando, no caso seria cobrindo ás carroceria de caminhões nas indústrias de fertilizantes.
Foi assim que ele começou traçando a sua vida, para evitar ser perseguido pelos serviços sociais do estado ele trabalhava de manhã e no período da tarde voltou a estudar, só que ele teve que parar por um simples motivo, quando ele estava na escola estudando, volta e meia vinham policiais á sua captura para que respondesse sobre o assalto outras pessoas e seus colegas de assaltos continuavam á praticar.
Quando a policia não vinha buscá-lo para responder pelo único assalto que praticara ele praticara os motivos eram outros, vinham capturá-lo para que ele respondesse por crimes que seus antigos comparsas ainda estavam cometendo.
Sua vida se tornou um inferno, ele não tinha nenhum sossego e as coisas pioraram ainda mais quando alguns maiores que estavam drogados os espancara em um baile funck no bairro do jardim casqueiro em Cubatão.
Com a agressão ele ficou muito ferido, inclusive ficou com uma perna semi paralisada, fazendo com que ele mancasse ao deambular.
Para se vingar ele pediu uma escopeta emprestada de um marginal e matou dois de seus agressores sem a ajuda de outras pessoas. Sua vida se resumia assim, ele trabalhava naquele local a fim de custear a sua sobrevivência e da avó, para cooperar nos jumbos que eram levados para os amigos presos e para a compra e o uso não diário de maconha ou crak.
Eu disse a ele que mesmo entendendo a sua situação, eu não poderia permitir que ele ficasse no local por muitos motivos, pelo uso de drogas, por ser um criminoso e principalmente por ele ser menor de idade.
Ele me disse que aquele trabalho era o único motivo que evitava dele voltar a delinqüir. E que se eu não permitisse que ele ali trabalhasse só lhe restava outro caminho á não ser voltar a roubar.
Pois, voltar para escola nem pensar, porque com certeza era a policia poderia encontrá-lo para responder por seus antigos crimes e na favela seria fácil encontrá-lo.
Eu disse que só permitiria que ele trabalhasse ali sobre duas condições, a primeira seria voltar para estudar. E a segunda condição ele me diria quais eram as fichas dos outros seus companheiros que ali estavam querendo trabalhar e que nenhum deles usaria drogas ou criariam confusões para mim.
Ele não só aceitou ao que eu lhe propusera como delatou tudo o que anteriormente andava acontecendo no local e particularmente como os seus comparsas de trabalho eram na vida particular.
Daquele momento em diante ele passou a me avisar tudo que os outros faziam ou tramavam dentro e fora daquela área industrial.
Dava-se para perceber que o menino William era perigoso não porque ele queria mais porque a sociedade o atirou para um rumo escuro. Caso ele fosse contrariado em suas vontades ele gostava de definir as suas coisas com as mãos armadas, frente a frente ou traiçoeiramente.
Sabendo disso eu comecei a lhe provocar para ver até que ponto ele chegaria. Minha intenção não era humilhá-lo mais ver até que ponto ele agüentaria a sua necessidade de ganhar dinheiro e eu na minha razão de cumprir normas legais.
Eu disse que não deixaria que ele ou os demais colegas permanecessem naquela área porque eu não gostava dos pretos, e nem de favelados, e que a pessoa pobre deveriam nascer morta.
Ele sorriu e me disse quando uma pessoa é ruim, sequer deixa o outro falar ou sequer aceita conversar. Naquele dia ele me disse que percebeu que eu tinha o coração mole, pois, quando eu mandei que a vigilância fosse retirá-los da montanha de gesso, não exigi que fosse efetuada a ocorrência ou pego os seus nomes ou solicitado os seus documentos e pedido os seus endereços para serem entregues á policia.
Eu disse a ele que se essa era á idéia que ele tinha de mim que mudasse de pensamento, pois eu jamais aceitei que uma pessoa passasse ou tentasse passar a perna em alguém, principalmente se for em mim.
Após eu ter dito isso ele abriu um largo sorriso. Eu percebi e lhe perguntei se ele sorriu por estar duvidando de que eu não era capaz de fazer cumprir o que lhe dissera.
Ele me disse que sorriu por ver em meus olhos que eu era verdadeiro e justo. Concordei com ele na forma da avaliação que ele fizera de mim. E ainda lhe disse que a nossa conversa deveria ficar somente entre nós dois e mais ninguém.
Que permitiria que trabalhassem naquele local mais que jamais traíssem as minhas confianças, que deveriam aceitar as normas ditadas por mim, que deveriam arranjar equipamentos de seguranças os chamados EPI, e que por minha mãe não ter leite para me amamentar quando eu era criança e muito adoentado, eu fora amamentado por uma senhora negra, portanto minha segunda mãe era negra, e nada tinha contra negros, só adoração!
Uma a uma daquelas pessoas iam entrando em minha sala para conversar comigo cada um deles tinham problemas diferentes uns dos outros, mais todos estavam dentro de suas realidades, á miséria em seus lares provocam a ira e as seqüências de suas vidas descaminham para á marginalidade.
DOUGLAS,
O próximo que veio falar comigo foi Douglas, um menino de 16 anos de idade vivendo maritalmente com outra pessoa também menor de idade uma garota de 14 anos. Era um garoto muito bonito com os cabelos cumpridos parecia até um modelo fotográfico. Ele começou me contar a sua vida e os seus problemas. Todos eles sabiam que eu só permitiria as suas presenças depois de analisar o que eles iriam dar como justificativas das suas necessidades em trabalhar num lugar proibido, já que o risco maior seria o meu.
Douglas me disse que era menor de idade. Nunca usou drogas. Disse-me que morava na favela maráca e que tinha mãe e esposa para sustentar. Garantiu-me que sempre estudou e ainda continuava estudando. Morava junto com a mãe e a esposa em um barraco de madeira de nove metros quadrados, e que se chovesse o barraco ficava inundado.
Contou ele que nunca teve envolvimentos com marginais e que pretendia estudar até se formar engenheiro químico. O que ele me falou tanto era verdade que nunca alguém desmentiu ou provou em contrario as suas informações.
O rapaz tinha os trejeitos de uma pessoa granfina. Nos meus primeiros dias naquele local de trabalho eu já percebera que o jovem era diferente dos demais, por isso sequer fiz outra exigência á ele, a não serem as mesmas que eu fizera aos demais.
JERRANY,
Era maior de idade mais aparentava ser menor de idade devido á sua magreza e o jeito esmirrado do seu corpo. Ele me disse que a sua família fora morar na favela Maracangalha (Maráca) a pequena vila vizinha da fabrica de fertilizantes (de Cubatão) por não ter onde morar. Que ele sua mãe e um Padrasto, o qual ele assassinara com uma espingarda de caça quando era menor, houveram sido expulsos de outra favela em que eles moravam num dos morros de Santos, morro do Jabaquara, onde os barracos tiveram que serem demolidos por ordem da justiça.
Contou-me também que desde os cinco anos de idade trabalhava ali naquela área ajudando os motoristas de caminhões a cobrirem as suas cargas. Eu disse que pelo que eu soubera através dos outros meninos com que conversara de que ele começou á trabalhar naquela área aos dez anos de idade, portanto, ele estava mentindo.
Jerrany me garantiu que os outros foram trabalhar lá levados por ele e que a primeira pessoa a chegar foi ele. Falei que anteriormente muitas vezes fui até a balança de carregamento de gesso e eu nunca vi pessoas naquela área fazendo aquele tipo de trabalho, quanto mais os menores de idade.
Ele me garantiu que aquilo era verdade e que eles não eram flagrados porque iam escondidos dentro das cabines dos veículos até onde as maquinas carregavam os caminhões. Depois que ajudavam os motoristas eles se escondiam até o termino do dia para saírem daquele local e que sempre usaram o mesmo tipo de tática.
Eu quis saber mais, e ele continuou a dizer, disse-me que por não ter dinheiro e na falta daquele trabalho o que acontecia na entre safra, quando ainda era menor de idade muitas vezes ele invadiu a área da empresa Ultrafértil para praticar alguns pequenos furtos e ter como sobreviver.
Que ele só parou de roubar quando conseguiu aquele serviço e que ele corria muito risco naquele trabalho. Mesmo assim ele entendia que risco maior seria andar praticando assalto nas ruas.
Perguntei-lhe se já havia feito algum assalto, o rapaz me disse que fez vários. Perguntei quando? Ele me disse quando ainda menor, e que somente parou de assaltar quando ficou firme naquele trabalho.
Que dali era que tirava o sustento para a sua família, e que vivia maritalmente com uma moça e que tinha um filho de oito anos de idade e que a criança estudava em uma escola de Cubatão. Disse-me, que o dinheiro servia para ajudar no transporte da criança, pois, quem levava a criança era a sua mulher e ela pagava pelo transporte.
Disse-me ainda que uma única vez ele chegou á trabalhar com registro em carteira profissional na função de ajudante geral numa empreiteira dentro da própria Ultrafértil, mais ficou apenas cinco meses trabalhando, e o emprego da (gata) que prestava serviços na fabrica era muito fraco e a empreiteira não cumpria com a legislação trabalhista.
Disse-me que o outro motivo que fez com que ele não quisesse voltar a trabalhar na área da Ultrafértil e que ele só saiu do emprego porque o seu chefe andava com umas conversas moles para o seu lado e percebeu que seu chefe depois que conheceu a sua esposa em uma festa da empreiteira num final de ano, passou a demonstrar um grande interesse em se relacionar amorosamente com ela.
Para não fazer outra bobagem ele abandonou aquele emprego. Eu quis saber dele como foi que ele matou o seu padrasto. Ele me disse que aos treze anos de idade a sua mãe vivia com um homem que era muito violento e perigoso. Que o seu ex-padrasto era usuário de drogas e bebia demais.
Disse-me que seu padrasto forçava a sua mãe a se prostituir para conseguir dinheiro para as suas drogas e bebidas. Contou que ele foi um garoto que estudou o ensino fundamental por pouco tempo, pois, o padrasto forçava-o a trabalhar para ajudar nos custeios da família. Com isso sua mãe também passou a beber e a usar drogas.
De tanto ele como á mãe serem surrados muitas revoltas se acumularam dentro de si. Falou que mesmo constantemente surrados ninguém os socorriam tendo em vista a periculosidade de seu padrasto.
Com as constantes agressões que a mãe vinha sofrendo ele foi se enchendo de ódio pelo padrasto, até que em numa certa ocasião, quando a mãe estava sendo agredida. Ele foi á seu socorro e o padrasto começou á espancá-lo de forma violenta.
Num descuido do padrasto ele se apossou de uma velha arma de caça (espingarda) que eles tinham dependurada em uma parede do barraco apontou-a para o agressor e pediu para que parasse com a agressão.
O padrasto não só duvidou como também partiu para cima dele com o intuito de tomar-lhe a arma, ele fez um único disparo, e matou o padrasto.
Sequer foi preso, apareceram muitas testemunhas inclusive a mãe que depuseram á seu favor, dado ao vicio a mãe continuou a se prostituir depois se engravidou e teve outro filho que assim como á mãe morreu de AIDS. Essa era a sua verdadeira vida e que ele também era usuário de drogas e de bebida alcoólica.
Eu lhe disse que se permitiria á ele freqüentar aquele local se ele se comprometesse em não usar drogas e aceitar ás regras impostas para evitar acidentes de trabalhos e a ocorrência de furtos ou brigas entre eles mesmos.
Só depois de seu comprometimento que eu permiti que ele continuasse a ganhar o seu pão de cada dia.
CELSINHO,
Esse menino agora com quatorze anos de idade contou-me que desde os nove anos de idade era usuário de drogas, começou a cheirar gasolina, cola, tinner, tinta para pintura de veículos, éter, era usuário de cocaína, maconha e crak. Eu disse que ele deveria ser um verdadeiro laboratório ambulante. Que em qualquer hora ele explodiria ao acender um palito de fósforo.
Celsinho me disse que chegou a ser avião de traficantes de drogas. Morava num barraco na favela do maráca (Maracangalha) juntamente com á mãe e mais outros três irmãos menores, moravam ainda no mesmo barraco á sua namorada que estava grávida, uma cunhada e um sobrinho de menos de um ano de idade.
Contou que um de seus irmãos também trabalhava com ele naquele serviço de cobrir e acertar cargas de caminhões. Tanto ele como os irmãos já tiveram sido detidos na FEBEM de São Paulo. Todos foram detidos por posse e uso de drogas e pequenos furtos á caminhoneiros e á supermercados.
Eles estavam trabalhando naquele local á cinco anos ou seis anos. Ele e o irmão trabalhavam desde pequenos para ajudar a garantir os sustentos de toda a sua família. Celsinho, na época em que falava comigo estava com quatorze anos e o irmão com dezesseis. Ele me contou que também tinha outro irmão que fora assassinado por policiais militares quando ainda tinha doze anos de idade.
Na morte a do irmão alegação dos policiais era de que o irmão tinha sido morto por fogo amigo (um bandido atirou nos policiais e o tiro atingiu ao seu irmão...)
Celsinho me disse que foi mentira dos policiais, pois o seu irmão não andava armado, não assaltava só era usuário de droga, e no dia dos fatos ele estava sentado em frente à porta de seu barraco quando foi atingido por policiais que invadiram a favela em busca de um foragido do presídio Dacar 10.
Contou-me também que nessa mesma ocasião outra pessoa também menor de idade, só que mais corpulento tinha não mão um pequeno canivete de descascar laranjas ou fazer sedinhas (papeis para embalar cigarros de maconha) e o qual no momento da invasão policial o amigo estava usando para descascar uma maçã (a arma foi deixada como prova por policiais), foi atingido e foi morto num suposto entrevero com os policiais. Nenhum deles estava de posse de drogas e no momento da invasão policial e que os menores não tentaram fugir ou reagir.
Tanto ele como o outro irmão tinham em seu barraco aparelhos de tv e radio, seu barraco era fruto daquele trabalho com carga e cobertura de veículos. E que ele tinha uma namorada de treze anos de idade que estava grávida e o irmão tinha uma companheira também menor de idade e com um filho de meses de idade, que era dali saíam os seus sustentos.
Com a mesma garantia de que ele não usaria droga, porque queria cuidar de sua família e me garantiu que iriam respeitar as normas que lhes seriam impostas alem de que dias antes me implorou para que eu lhes desse uma chance de sobreviver além de que eu já tinha tomado a posição que mesmo infringindo leis trabalhistas eu não podia jogá-los em poços mais fundos do que já estavam permiti que ele trabalhasse no local.
MARCOS,
Marcão, como era tratado pelos demais era maior de dezoito anos de grande ele só tinha o nome era pequenino mais bem inteligente, estudou até a terceira serie, sempre foi usuário de droga, havia matado uma pessoa por violência sexual e que já estivera detido na FEBEM de São Vicente.
Quando menor de idade ele chegou á praticar assaltos á mão armada, não se envergonhava em dizer que ainda menor foi estuprado por outro menor de idade com a ajuda de outras pessoas também menores de idade dentro da própria FEBEM.
E o único crime de morte que ele cometeu foi matar quem houvera lhe estuprado na FEBEM! Pedi que ele me relatasse como tinha sido a sua vida desde a infância. Disse-me que nunca conheceu o pai, que estudara por pouco tempo, que ele chegou a roubar para comer e tanto á mãe como a irmã (também menor) se prostituía.
Moravam num miserável barraco na favela local. No barraco deles não tinha muita coisa, só tinha o necessário para viverem. Contou-me que a irmã dele quando tinha onze anos foi estuprada por um caminhoneiro que veio carregar produtos numa fabrica de Cubatão.
Que esse caminhoneiro jamais voltou para Cubatão, se voltasse certamente seria morto por ele, para pagar a desonra feita á sua irmã. Para evitar que isso o acontecesse mandou um aviso por colegas do estuprador para que ele não mais aparecer naquele local, pois certamente seria assassinado.
Cotou que os serviços sociais tentaram fazer tratamento psicológico para a irmã dele, mais ela desistiu porque viu que não resultaria em nada, e que estava ela perdendo tempo e dinheiro em transportes.
Disse-me ele que nem por fotos soube quem era o seu pai. Contou-me que ele sabia que o seu caso não era o único e que não conhecer o pai era normal pois muitos colegas que ele conheceu na FEBEM nem o nome do pai tinham em seus registros de nascimento. A irmã dele também não sabia quem era o pai, porque a mãe por ser uma prostituta não tinha maridos nem amantes, só fregueses.
Tanto á mãe como a irmã não eram usuárias de drogas somente ele era usuário. Afora isso ele era costumeiro no uso e no abuso do álcool. Ele queria ter outro rumo na vida e ajudar a mãe e a irmã a sair da vida da prostituição.
Eu perguntei a Marcão se era verdade a historia que ele me contou do estupro da irmã, o mais correto não seria ela, a irmã pegar raiva de caminhoneiros ou dos homens, ou ter medo de se aproximar de algum homem?
Ele me disse que não, pois, depois disso a irmã tivera um namoradinho e que ficou grávida do namorado, que ela perdeu a criança quando teve um problema de saúde. Poucos tempos depois lhe ofereceram algum dinheiro por um encontro amoroso, ela aceitou uma primeira vez e depois descambou geral.
Como os demais ele se comprometeu a respeitar o local em que iria trabalhar e eu o permiti.
A MINHA RESOLUÇÃO PARA AJUDAR QUEM DE AJUDA PRECISAVA.
Naquele mesmo dia eu chamei todos para conversamos de uma vez, ditei as normas que eu queria. Se eles aceitassem e se comprometessem a cumpri-las, tudo bem, caso contrário nada feito.
O acerto ficou da forma por mim desejada. Todos os menores deveriam escolher um período para voltar a estudar e trabalharem devidamente equipados com material de segurança, nada de uso de drogas ou bebida alcoólicas.
Essa minha norma foi cumprida até eu me afastar por problemas de doença. Depois pelo fato da empresa terceirizar o setor eu saí do local, e os jovens foram proibidos de uma vez por todas de freqüentar aquela área.
Cada uma daquelas pessoas ganhava em média por dia cerca de oitenta reais. Eles não faziam exigências de valores e não existia uma tabela de preço. Cada motorista dava á eles aquilo que eles achavam que deviam dar como cachê.
O mínimo que um motorista de caminhão dava á um ajudante para cobrir e acertar sua carga variava de dois a cinco reais, algumas vezes até dez reais aquelas pessoas recebiam pela ajuda dada ao caminhoneiro.
Naquela área de carregamento por período entravam para carregar no mínimo 100 caminhões. Tinha dia que eram carregados de gesso mais de duzentos veículos. Os jovens voltaram a estudar á noite ou no período da tarde, e nunca faltavam ao trabalho, antes que a portaria do local abrisse para a entrada dos caminhões os jovens já estavam presentes para trabalhar.
Não faltavam uns dias sequer era de segunda á Sábado. Para eles não existiam folgas e nem feriados. Estavam organizando as suas vidas, tratando de suas famílias tinham se modificado. Abertamente se percebia isso, mais infelizmente eu não pude mais ajudá-lo. Primeiro eu saí do setor para o tratamento de uma lesão no joelho, e depois não voltei para aquela área para depois me aposentar.
Eu soube mais tarde, fatos que houvera acontecido com aquelas pessoas depois de abandoná-los, dois deles foram mortos em confronto com á policia. Um houvera sido preso após praticar assalto á mão armada. Um detido por traficar drogas, E outro estava foragido acusado de latrocínio.
Resumi que o que eu fazia era irregular mais era o mais correto, e o que deveria ser feito pelas autoridades ou pelas Ongs que recebem verbas do estado para fazer alguma coisa e não as fazem, aliás, eu acho que só deveria haver órgãos governamentais interferindo e ajudando menores carentes e não curiosos que tem interesses em entrar para á vida política,
Fazem proibição de menores andarem pedindo esmolas nas ruas ou em semáforos. Proíbem que eles trabalhem. Querem que as pessoas não lhes dêem dinheiros, mais os carros dos serviços sociais não os ajudam e não os tiram das ruas á força porque as leis não permitem. Os órgãos sociais e nem as ONGs vão de casa em casa ou de favela em favela para ajudá-lo de lá com ajudas permanentes, só existe palavras daqui e dali mais o que se deve fazer não se faz.
Principalmente na classe dos políticos o falatório com promessas absurdas de se cumprir aumenta mais em vésperas de eleições. São promessas são planos e nada se faz. O melhor que se acham e deixá-los ficarem nas ruas e que lá eles irão aprender o quê? Dá para explicar? Somo-nos muitos eufemistas!
Pensar que essas bolsas esmolas irão tirar as crianças das ruas é contar historias para crianças dormir. São devido á fatos como esses que percebemos porque cada dia que passa, mais aumenta o numero de marginais e assassinos. Tudo isso é por culpa de nós mesmo!
Se aquelas pessoas que eu ajudei me respeitaram, e que eram consideradas assassinas, pediram uma chance, eu as dei e eles respeitaram ás normas ditados para seguirem. Porque os órgãos governamentais não fazem o mesmo. Deixem que eles trabalhem, ajudem as suas famílias, dêem-lhes boas escolas. Só assim é que acaba com a marginalidade.
Dar uma bolsa miséria de cem reais (que não é esse valor), para uma família de cinco ou mais pessoas, todos desempregados, com vários menores de idade em seu seio, e escolas publicas de péssimas qualidades, e que não são por culpas só dos professores, são por culpas de todos!
Com roupas para comprar, luz e água para pagar, imposto predial para pagar se o tiver, mais a alimentação. Assistência médica de má qualidade, não há uma diversão para esses adolescentes, se não há empregos? Só lhes resta roubar.
Sabemos que mais de cem reais gasta uma só pessoa de classe alta em alimento para os seus cães de raça. Sem contar com as boas assistências medicas e tratamentos estéticos que é dada aos seus animais de estimação.
Os políticos e os órgãos governamentais estão abusando da inteligência do povo brasileiro.
Todos os órgãos assistenciais (todos) são contadores de fabulas e mais nadas. Tanto os particulares, como os órgãos governamentais, falam pelos cotovelos, falam muito e poucos fazem. Somos nós mesmos que criamos os caminhos para a bandidagem.
A nossa própria sociedade é a maior culpada com o que acontece em nosso país. A criminalidade e a marginalidade só diminuirão quando nós mesmos mudarmos em nosso conceito de vida.

Brazil Time
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